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TAM recebe multa de R$ 50 mil

Por manter apenas três terminais em funcionamento e uma fila com, pelo menos, 50 pessoas esperando por atendimento, a companhia aérea TAM foi multada, no início da tarde de hoje (03), em R$ 50 mil. A multa foi aplicada por fiscais do Procon durante uma fiscalização coordenada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas.

Conforme o fiscal do Procon Gesta Neto, a empresa infringiu os artigos 14 e 22 do Código de Defesa do Consumidor que pune as empresas más prestadoras de serviço. “Muitos consumidores que estavam na fila reclamaram da demora no atendimento e da falta de informação da empresa para justificar tal lentidão”, afirmou Gesta Neto, ao comentar que a blitz só ocorreu devido ao grande número de denúncias registrado na CDC desde a segunda-feira (30).

Conforme explicação da empresa, a demora no atendimento é por conta da mudança do sistema. “Em caráter experimental, eles alteraram o sistema justamente no período de alta temporada. Com essa mudança, todos os serviços, inclusive de emissão de passagem, só podem ser realizados exclusivamente na agência da TAM do aeroporto. Eles centralizaram as operações e não têm condições de atender a demanda. O resultado é esse, consumidor insatisfeito e com razão”, afirmou o presidente da CDC, deputado estadual Marcos Rotta (PMDB).

Além da emissão de passagens, os serviços de remarcação de voo, compra de bilhete, resgate de milhas e de pontos fidelidade só podem ser realizados na agência TAM do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. De acordo com Rotta, as reclamações feitas na CDC não se restringem a um ou outro cliente vai muito além disso. “Há mais de 20 dias que agências de viagens tentam emitir bilhetes e não conseguem. Para garantir o bom serviço ao cliente, a empresa teve de dispor de pessoal para enfrentar fila e obter as passagens”, relatou.

Na fila

Com os serviços centralizados em apenas três guichês, a saída dos clientes foi mesmo enfrentar mais de três de fila de espera. No momento em que a fiscalização chegou ao local, mais de 50 pessoas aguardavam por atendimento, entre elas estava o empresário Wagner Rodrigues, que teve de abonar um dia de trabalho para poder remarcar um voo.

“Estou aqui há quase três horas e ainda não fui atendido. Eu não entendo é que como um país que vai abrir a Copa de 2014 mantém no mercado prestadoras de serviços tão despreparadas?”, questionou.

A dona de casa Marly Silva foi uma das consumidoras que mais reclamou da demora no atendimento. Ela disse que estava na fila desde as 9h da manhã e até às 13h não havia sido atendida. “Mudar sistema em pleno mês de dezembro soa até como descaso ao consumidor. Isso é um absurdo”, reclamou.

Fonte: Diretoria de Comunicação da ALEAM




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