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Quilo do manjericão em Manaus custa até R$ 1.011

Após várias denúncias de consumidores — referentes ao preço abusivo de especiarias vendidas em pequenas embalagens —, a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa realizou uma pesquisa nos supermercados de Manaus e constatou que o quilo do manjericão, por exemplo, pode sair por até R$ 1.011,042.

A pesquisa foi realizada em três supermercados da capital amazonense com quatro marcas diferentes de, pelo menos, dez especiarias. Diante do resultado, a CDC ofereceu denúncia no Procon/AM, na tarde de hoje (10) contra a prática de preço abusivo pelas empresas que comercializam esses produtos.

No documento, a comissão solicita ao Procon/Am que seja aberto um procedimento administrativo, além de fiscalizar e aplicar as sanções administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor. “Se os fornecedores não apresentam justificativas para aplicar tais valores, fica claro que estão praticando preços abusivos e, o que é pior, estão lesando os consumidores”, comentou o presidente da CDC, deputado Marcos Rotta (PMDB).

Conforme o levantamento, também foi verificado que há uma diferença absurda de preço. Enquanto que nos estabelecimentos como Carrefour e DB o quilo de alguns produtos chegam até R$ 1.011 (como é o caso do manjericão) — quando comercializado nas pequenas embalagens —, na Emporiolândia, pela mesma quantidade da especiaria o consumidor paga apenas R$ 17,93, sendo pesada na hora.

Preços.

O resultado da pesquisa nos supermercados revelou ainda que um pacote de 20g de cominho em pó é comercializado por R$ 2,39. Na ponta do lápis, isso significa que o consumidor está pagando R$ 119,50 pelo quilo da especiaria. E, caso a embalagem seja de material durável, o preço cobrado por 21g do produto - comercializado pela empresa Companhia das Ervas - salta para 8,13, o equivalente a R$ 387,14 o quilo. Outro produto, cujo valor do quilo chega a R$ 334, é a noz moscada. Para adquirir apenas 50g da especiaria, o consumidor tem de desembolsar R$ 4,59.

Na avaliação de Rotta, esse tipo de distorção induz os consumidores ao erro. “Quando o produto é comprado em pequena quantidade sem saber quanto ele custa no peso ou quantidade maior, tem-se a ilusão de estar pagando barato. Mas, na verdade, o valor cobrado no total é absurdo”, explica o parlamentar.

No entanto, para quem deseja obter esses produtos por meio de um valor um pouco mais ‘satisfatório’ para o bolso, o melhor é comprá-los em estabelecimentos que os vendem a granel, com pesagem feita na frente do consumidor.

“Não há dúvida de que os preços representam práticas abusivas e são condenados pelo Código de Defesa do Consumidor, que proíbe aos fornecedores exigir do consumidor vantagem excessiva e elevação sem justa causa do preço de produtos e serviços”, ressaltou Rotta.

Fonte: Diretoria de Comunicação da Aleam




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